segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ódio Religioso: Atiradores abrem fogo contra igreja, matam 17 pessoas e deixam 40 feridos.


O Quênia vem sofrendo com ódio religioso já há algum tempo por parte de extremistas muçulmanos que não aceitam a religião cristã.

No domingo (1), Atiradores mataram dois policiais que faziam a segurança de uma igreja no Quênia, pegaram suas armas e abriram fogo contra uma congregação, matando mais 15 pessoas e deixando outras 40 feridas. Os dois homem entraram em uma modesta igreja de madeira na cidade de Garissa, enquanto outros dois esperavam do lado de fora, disse o comandante da polícia, Philip Ndolo. Quando as pessoas dentro da igreja começaram a correr do ataque, depararam-se com balas vindas dos homens que estavam do lado de fora. Também na cidade de Garissa uma outra igreja foi alvo de granada, onde três ficaram feridos. Uma das igrejas é uma catedral da igreja Católica.

"Estávamos concentrados na oração, nos preparando para dar nossas oferendas", disse um abalado paroquiano. "Ouvimos primeiro um forte barulho dos tiros do lado de fora, o qual pensamos que vinha do teto. Depois nos vimos diante de tiros que nos obrigaram a deitar no chão. Repentinamente havia um tiroteio por todos os lados. Todos gritavam e gemiam de dor", afirmou o homem.

O prefeito de Garissa, Ismail Garat, disse que "não estamos acostumados a ver esse tipo de ato", onde "pessoas atiram à luz do dia". "Realmente queremos saber quem são essas pessoas sem coração que fizeram isso", afirmou.

Ndolo afirmou que uma investigação deverá ser conduzida antes de acusar o grupo que muitas pessoas na região acreditam ser responsáveis por esse tipo de ataque, o al-Shabab, o grupo militante mais perigoso da Somália e com ligações ao al-Qaeda.

Os policiais faziam a guarda da igreja por causa do aumento da violência na região próxima à fronteira com a Somália e também porque os militantes islâmicos da Somália têm feito das igrejas cristãs um alvo comum.

Garissa é uma das maiores cidades do Quênia perto da fronteira com a Somália e fica próxima ao campo de refugiados somalis de Dadaab. Na sexta-feira, homens armados raptaram quatro trabalhadores internacionais do Conselho de Refugiados Noruegueses e acredita-se que foram levados para a fronteira da Somália.

Uma autoridade de segurança sugeriu que os homens vieram do campo de refugiados. As autoridades do Quênia têm dito há muito tempo que Dadaab e seus habitantes são uma ameaça à segurança do país. Eles desejam que o campo de refugiados vá para a Somália, mas não podem forçar que se movam sem romper com a lei internacional e causar a condenação internacional contra o país.

Regiões ao norte e ao leste do Quênia, além da fronteira com a Somália, têm sido alvo de uma série de ataques a armas e granadas desde o ano passado. Militantes atacaram uma igreja em Garissa em dezembro, deixando dois mortos. O Quênia enviou tropas para a Somália em outubro do ano passado para enfrentar os homens do al-Shabab. 

Com informações da Associated Press, Diário do Grande ABC e Jornal de Notícias.

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