quinta-feira, 22 de março de 2012

Igreja católica é acusada de castrar menores para curar homossexualismo.


Henk Heithuis denunciou a igreja católica em 1956.
O site terra, noticiou esta semana, com informações do jornal Holandês, NRC Handelsblad, que nos anos 50, pelo menos 10 menores de idade podem ter sidos castrados por médicos de uma instituição católica na província holandesa de Gelderland com a justificativa de “curar a homossexualidade dos garotos”.

Segundo um relatório existente em Londres, a castração aconteceu "como um tratamento para a homossexualidade e também como uma punição para aqueles que acusaram o clero de abuso sexual" conforme informado pelo site advocate.com.

A reportagem é do jornalista Joep Dohmen que diz ter encontrado evidências de que o jovem Henk Heithuis, foi abusado sexualmente no ano de 1956 por padres em uma casa pertencente a administração da igreja e que após denunciar o acontecido os padres foram presos e o jovem encaminhado ao Hospital psiquiátrico St. Joseph onde foi castrado segundo os documentos da época por “sua própria vontade”.

Segundo o site terra, Cornelius Rogge, um famoso escultor da época, denunciou a mutilação a outros membros da igreja, mas foi ignorado. Hoje com 79 anos, ele relembra o caso: "uma vez pedimos para o Henk abaixar as calças e vimos aquilo. Ele foi completamente mutilado, fiquei em choque", conta.

O jornalista contou também, de que há evidências de pelo menos mais nove casos, mas esse número pode ser ainda maior, pois as evidências se perderam com o tempo e muitos não vão querer se constranger a expor o caso.

Há ainda evidências de que Vic Marijnen, ex-primeiro ministro holandês, colaborou para encobrir os crimes. Em 1956, como presidente do grupo que castrou Henk e outros menores de idade, ele absolveu padres acusados de abusos de punições.

Atas de reuniões da década de 50 mostram que inspetores do governo participaram de reuniões onde as castrações foram discutidas e, em comum acordo com membros da Igreja Católica, optaram por não levar o assunto ao conhecimento dos parentes das vítimas.

Comissão vai ter de explicar por que ignorou o caso


O ministro holandês da Justiça, Ivo Opstelten, afirmou tratarem-se de alegações "muito sérias e chocantes", referindo que irá investigar o papel que o Governo holandês de então teve no caso.
Entretanto, o primeiro-ministro Mark Rutte anunciou a abertura de um inquérito para investigar as castrações denunciadas pela investigação jornalística.
O chefe de Governo holandês vai pedir também que a comissão que investigou a Igreja preste declarações numa audição parlamentar, para explicar o motivo por que estes novos dados não surgiram no relatório efetuado.
A investigação da comissão descobriu que dezenas de milhares de crianças foram alvo de abusos, que iam desde contactos físicos inapropriados a violações.


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